Desperta por um sonho do qual não conseguia lembrar com clareza, ia caminhando para o banheiro completamente grogue, quando topei com o dedão na quina da arca, bem no meio do caminho. Sračky! Amaldiçoei todas as faxineiras que nunca devolvem as coisas aos seus devidos lugares. Tirei-a do caminho pelas alças (um chumbo!), conseguindo arrastá-la até o futon da sala, onde desmontei. Meu corpo não suporta o peso do que em pensamentos posso carregar, pena que só tenha chegado a essa conclusão duas hérnias de disco depois. Os excessos e seus altos preços.
Afastei a tampa da arca e, sentindo o aroma do sândalo de sua madeira bem de perto, comecei a revirar seu conteúdo. Os álbuns de figurinhas, os retratos de família, a coleção de selos do meu avô, um potinho de filme com meus dentes de leite, os cartuchos de Super-8 e também uma cartola... Opa, volta a fita! Eu disse "uma cartola"? Veludo negro e branca faixa de cetim, presente de um ilusionsita francês, grande amigo meu, ela estava ali entre os LPs do Rei Roberto e a fantasia de melindrosa. Cumprimentei a platéia imaginária antes de vesti-la, fingindo truques diante do espelho.
Quem me dera agitar sobre ela uma varinha mágica et... voilà! Tirar-lhe de dentro o Coelho.
Texto: Patrícia Coelho
Imagem: "Rabbit Test", by Maggie Taylor













Patrica, meu caro amigo, Se houvesse uma varinha mágica a realidade se tornaria tão real quanto o sonho. E desejo-lhe o seu significado e um muito Feliz Páscoa. Como sempre ser bem
eu ia adorar estar na platéia! hahaha beijos
Obrigada, querido Stephen!
Bom receber visita sua :) Tenha uma excelente semana!
Saudações,
Patrícia
Oi, Enrico!!!!!
Te chamo pro próximo espetáculo :) Faz 34 anos que tento tirar este bendito Coelho da minha cartola, mas ele é muito teimoso ^.^
Beijos!!! Obrigada.
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Prenda a respiração... Aí vem a próxima onda.